Orçamento de 2027 terá ajuste bilionário
Decisões recentes da administração federal na reta final da disputa eleitoral projetam uma mudança significativa de até R$ 42,3 bilhões nas contas públicas do próximo mandato, exigindo adaptações na proposta orçamentária enviada ao Congresso Nacional.
Resumindo
A conta inclui expansão de gastos sociais e perdas potenciais de arrecadação.
Programas como o Bolsa Família e o Desenrola entram na lista de pressões fiscais.
O governo aponta que fará remanejamentos para respeitar as normas vigentes.
E o que isso muda na prática?
O impacto financeiro é composto por diferentes frentes temporais e operacionais. O reajuste de 15,04% no Bolsa Família, elevando o piso de R$ 600 para R$ 691, gera um custo adicional estimado em R$ 22 bilhões para o ano de 2027, quando o valor valerá integralmente por doze meses. Já o Desenrola 3.0 prevê um teto de gastos de até R$ 15 bilhões para a aquisição de carteiras de dívidas de pessoas físicas, com desembolsos programados a partir de 2027. Por fim, a interrupção das atividades de apostas on-line reduz a arrecadação em R$ 5,3 bilhões. Para equilibrar os números e manter o cumprimento das regras fiscais, a equipe econômica planeja realizar cortes de despesas em outras áreas ou buscar novas fontes de receita, exigindo um planejamento rigoroso para abrir espaço financeiro sem inflar o limite total de gastos públicos.

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