Fim das bets corta R$ 800 mi mensais da União
A interrupção das atividades das plataformas de apostas online pelo governo federal vai retirar cerca de R$ 800 milhões por mês dos cofres da União.
Resumindo
A média mensal representa a arrecadação obtida com tributos aplicados sobre o setor de quota fixa em todo o país.
Entre janeiro e agosto de 2026, o montante acumulado alcançou R$ 6,3 bilhões, somando R$ 15,3 bilhões desde o início da regulamentação.
O ecossistema contava com 84 empresas licenciadas operando 193 marcas ativas até o primeiro semestre deste ano no território nacional.
E o que isso muda na prática?
A mudança afeta diretamente o fluxo de impostos federais como Imposto de Renda, IOF, Cofins, Pis/Pasep, CSLL, Cide e Contribuição Previdenciária. A regulamentação inicial de 2023 fixou a cobrança de 12% sobre a receita bruta, conhecida como GGR, patamar que subiria para 15% até 2028 de forma gradual. Além dos tributos, cada empresa autorizada pelo Ministério da Fazenda desembolsou R$ 30 milhões pela outorga válida por cinco anos. No primeiro semestre de 2026, o GGR somou R$ 20,28 bilhões, alta de 6,2% frente aos R$ 19,09 bilhões do mesmo período anterior, fechando 2025 com R$ 40,69 bilhões. Com o dinheiro que fica com as casas de apostas após a distribuição dos prêmios, a lei garantia repasses obrigatórios para políticas públicas. Nos primeiros seis meses deste ano, R$ 2,49 bilhões foram direcionados a setores como Esporte, com R$ 870,15 milhões, Turismo, com R$ 677,52 milhões, Segurança Pública, somando R$ 329,08 milhões, além de Seguridade Social e Educação, que receberam conjuntamente R$ 493,84 milhões.

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