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Corte de 0,25 ponto na Selic revolta entidades em Guarulhos e no país

Redução para 13,75% ao ano é tratada como medida acanhada por industriais e centrais sindicais, que cobram juros menores.

A decisão do Comitê de Política Monetária de reduzir a taxa básica de juros da economia em 0,25 ponto percentual, levando o patamar de 14% para 13,75% ao ano, provocou forte reação de entidades ligadas à indústria e aos trabalhadores. O corte foi classificado como acanhado e insuficiente para trazer alívio real ao orçamento das famílias e ao fluxo de caixa das empresas, gerando insatisfação em vários setores produtivos.

Indústria cobra ritmo mais ágil na queda dos juros

A Confederação Nacional da Indústria avaliou que a postura adotada pelo colegiado foi exageradamente cautelosa, ignorando o cenário de arrefecimento da inflação. O índice oficial de preços acumulou alta de 4,22% nos doze meses encerrados em agosto, o que, na visão do setor produtivo, abriria margem para uma flexibilização monetária mais agressiva. Representantes industriais pontuam que o patamar atual continua excessivamente contracionista, impondo um custo financeiro desproporcional para garantir o controle inflacionário.

Trabalhadores criticam manutenção de taxas elevadas

Do lado do trabalhador, centrais como a Central Única dos Trabalhadores e a Força Sindical também rechaçaram a dosagem da medida. Para as entidades sindicais, a política de juros altos opera no sentido de concentrar riqueza nas mãos do setor financeiro e de especuladores, estrangulando o poder de compra da população e minando o ânimo do empresariado para novos aportes financeiros.

Construção civil aponta obstáculo para novos investimentos

O setor da construção civil ponderou que, embora qualquer alívio seja bem-vindo, a taxa de juros permanece em patamares que dificultam o planejamento de longo prazo. Como a atividade depende fortemente de crédito e previsibilidade, a manutenção da taxa em dois dígitos desde 2022 continua sendo um entrave severo. Líderes setoriais reforçam a urgência de consolidar um ambiente macroeconômico estável para que o afrouxamento monetário avance de forma consistente nos próximos meses.

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