Renda fixa ou bolsa? O que rende mais
Decidir onde aplicar dez mil reais exige colocar na balança a segurança da renda fixa e o potencial da bolsa de valores em tempos de juros altos.
Resumindo
Um CDB que paga cem por cento do CDI rende cerca de mil cento e vinte e seis reais líquidos ao longo de um doze meses, considerando uma taxa de treze vírgula sessenta e cinco por cento ao ano.
No mesmo intervalo, uma carteira de ações com dividend yield de dez por cento distribuiria aproximadamente mil reais em proventos.
Especialistas apontam que a renda fixa garante previsibilidade e menor exposição ao risco, enquanto os papéis na bolsa trazem a possibilidade de ganho com a valorização do ativo.
E o que isso muda na prática?
A diferença principal está na dinâmica de cada mercado. Enquanto o título bancário entrega um retorno previsível respaldado por proteção de até duzentos e cinquenta mil reais pelo FGC, o investimento em ações depende da oscilação de preço dos papéis na B3. Analistas lembram que o dividend yield reflete pagamentos passados e não serve como garantia de ganhos futuros. Além disso, um indicador muito alto pode ser reflexo da queda acentuada no preço da ação, e não necessariamente de uma boa fase da empresa. Para valer a pena correr o risco de sócio, profissionais do mercado calculam que a rentabilidade total das ações precisa superar com folga os ganhos oferecidos pelos títulos de renda fixa.
Com o CDI perto de 13,65% ao ano, um CDB simples entrega cerca de 11,3% líquidos de IR, com risco baixíssimo e cobertura do Fundo Garantidor de Créditos.
O yield alto pode ser sintoma, não virtude.

GUARULHOS 