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Contas públicas no radar com rombo de R$ 40 bi

Estudo da Instituição Fiscal Independente aponta desequilíbrio bilionário nas contas do governo federal.

As contas do governo federal ganharam novos desafios financeiros após levantamento divulgado nesta quinta-feira (29) pela Instituição Fiscal Independente ligada ao Senado.

Resumindo

O Relatório de Acompanhamento Fiscal revela que medidas voltadas a microempreendedores, mudanças no Bolsa Família e a arrecadação das plataformas de apostas online somam um desequilíbrio estimado em R$ 40 bilhões.

A projeção do órgão aponta um déficit primário de 0,5% do PIB para o ano de 2026, patamar que pode alcançar 1,0% quando incluídos compromissos extras e divergências orçamentárias.

Para colocar a dívida pública em estabilidade, o estudo indica que seria necessário alcançar um superávit primário considerável, exigindo ajustes profundos nas normas fiscais do país.

E o que isso muda na prática?

Na prática, os dados afetam diretamente a previsibilidade econômica nacional e aumentam a pressão sobre o orçamento federal dos próximos anos. O documento aponta que operações financeiras e concessões de crédito executadas pela União acabam ficando fora do cálculo da meta primária oficial, embora gerem impacto direto na trajetória de crescimento da dívida pública.

Além disso, o levantamento destaca divergências nas projeções para gastos com a Previdência Social e o Benefício de Prestação Continuada, somadas a uma elevação na taxa de juros real neutra, que passou a ser estimada em 6,1% ao ano. Com cenários mais restritivos, a probabilidade da dívida bruta ultrapassar a marca de 90% do PIB até o final da década apresentou alta nas simulações estatísticas do órgão.

Considerando que a IFI estima ser necessário um superávit primário de 2,1% do PIB para estabilizar a relação dívida pública/PIB, esse quadro indica a necessidade de um ajuste fiscal equivalente a algo como 3 p.p. do PIB
Se estivéssemos em um cenário de abundância de recursos e folga orçamentária não haveria problema. Ocorre que a Instituição Fiscal Independente projeta um déficit primário equivalente a 0,5% do PIB, em 2026
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