Bolsa Família antecipado com alta
O calendário nacional de repasses sociais do governo federal sofreu alteração e os valores atualizados chegam mais cedo para os beneficiários nesta semana.
Resumindo
Os depósitos começam nesta segunda-feira, 19, e seguem até quarta-feira, 21 de outubro, alcançando mais de 19 milhões de famílias em território nacional.
A medida foi adotada pelo Ministério de Desenvolvimento Social de forma preventiva para amenizar os impactos do fenômeno climático El Niño sobre os grupos em maior vulnerabilidade.
O reajuste de 15,04% repõe a inflação acumulada entre março de 2023 e agosto de 2026, calculada através do INPC.
E o que isso muda na prática?
A organização dos pagamentos segue o dígito final do Número de Identificação Social. Quem possui o NIS com final 1 recebe logo nesta segunda-feira, 19 de outubro, enquanto o final 2 tem o depósito liberado no dia seguinte. Os demais finais, que englobam 0, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9, recebem de uma só vez na quarta-feira, 21 de outubro. Além disso, moradores de municípios que decretaram situação de emergência ou calamidade pública recebem os valores de forma unificada já no primeiro dia do calendário.
Com a atualização, entram em vigor os novos montantes que compõem o programa, como o Benefício de Renda de Cidadania fixado em R$ 164,00 por integrante, o Benefício Complementar alcançando até R$ 691,00 por família, o Benefício Primeira Infância no valor de R$ 173,00 por criança de até sete anos incompletos, e o Benefício Variável Familiar estipulado em R$ 58,00 por integrante elegível.
Análises técnicas conduzidas pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) identificaram que, nos meses de agosto e setembro de 2026, ocorreram 518 reconhecimentos federais de Situação de Emergência e Estado de Calamidade Pública – mais do que o dobro do registrado no mesmo período do ano anterior (253)
O impacto financeiro estimado para este ano é de R$ 5,8 bilhões a partir de outubro, saltando para R$ 22 bilhões no orçamento de 2027. O montante total previsto para o programa social neste ano passa dos anteriores R$ 157,1 bilhões para R$ 179 bilhões, exigindo o envio de ajustes na Lei Orçamentária Anual ao Congresso.

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