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Bets na mira do STF por lavagem

Ministério da Justiça aponta uso de plataformas de apostas pelo crime organizado em audiência no Supremo.

O uso de plataformas de apostas eletrônicas para esquemas ilícitos virou pauta central no Supremo Tribunal Federal nesta terça-feira, dia 3.

Resumindo

O Ministério da Justiça e Segurança Pública apontou que o setor de apostas virtuais tem sido instrumentalizado por redes criminosas.

A pasta detalhou que bilhões de reais em transações suspeitas já foram alvos de congelamento em ações recentes.

A discussão ocorreu durante debates convocados para analisar restrições e proibições ao mercado digital de palpites.

E o que isso muda na prática?

A manifestação do governo federal durante a audiência pública convocada pelo ministro Luiz Fux evidencia o cerco regulatório e investigativo sobre o ecossistema digital das apostas. Segundo os dados oficiais apresentados no STF, as autoridades já conseguiram bloquear R$ 3,3 bilhões em movimentações financeiras consideradas atípicas. Esse volume expressivo foi alcançado por meio de 21 operações conjuntas conduzidas por forças policiais e pelo Ministério Público desde 2018, focando no uso das plataformas para dar aparência lícita a recursos obtidos com o tráfico de drogas e outras ilegalidades. A discussão no Supremo responde a recursos de entidades do setor contra a Medida Provisória nº 1.394/2026, que impôs barreiras à exploração e à publicidade desses jogos na internet.

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