Ajuste fiscal já: o que o Brasil perde sem frear as contas
Manter os juros altos por muito tempo aperta o caixa das empresas, encarece novos projetos e eleva o risco de dificuldades financeiras no país.
Resumindo
Para Bruno Funchal, CEO da Bradesco Asset e ex-secretário do Tesouro Nacional, o Brasil precisa encarar o debate sobre o ajuste fiscal para conter as incertezas sobre as despesas e a dívida pública.
A proposta de Orçamento aponta que as despesas obrigatórias consomem 91,7% dos gastos primários totais, deixando margem apertada para investimentos e custeio da máquina pública.
O cenário internacional com juros elevados e gastos globais em alta também pressiona o Brasil a adotar medidas concretas para garantir a confiança dos investidores.
E o que isso muda na prática?
A falta de flexibilidade no orçamento brasileiro impede que o governo aloque recursos de forma eficiente para áreas prioritárias, como investimentos em tecnologia e inteligência artificial para acompanhar o cenário global. Com gastos obrigatórios atrelados a pisos de saúde, educação e salário mínimo, a negociação com o Congresso se torna indispensável para desacelerar o crescimento dessas despesas sem prejudicar os serviços essenciais. Segundo o especialista, o momento político atual é ideal para debater as mudanças e sinalizar um compromisso real com o controle da dívida, o que poderia aliviar os juros domésticos e atrair capital estrangeiro.
O melhor momento para fazer essa discussão é depois do processo eleitoral

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