Tesouro na mira: os planos fiscais de Brasília
O planejamento das contas públicas federais entrou em uma nova fase de discussões voltada para a otimização de despesas e o redesenho de políticas estruturais.
Resumindo
A equipe econômica liderada na articulação por Dario Durigan busca alinhar estratégias com economistas de perfil ortodoxo.
O leque de propostas inclui a redução de incentivos tributários e a revisão no formato de repasses sociais.
Também entram no radar alterações no cálculo dos pisos constitucionais destinados à saúde e à educação.
E o que isso muda na prática?
Na frente tributária, o governo avalia retomar investidas para encerrar isenções de Imposto de Renda em aplicações como LCIs, LCAs, CRIs e CRAs, após tentativas anteriores que perderam validade no Congresso Nacional. Nos programas sociais, a meta é eliminar redundâncias, evitando o acúmulo de benefícios como o Bolsa Família e o abono salarial para trabalhadores que retornam ao mercado formal. Além disso, a gestão federal estuda redefinir quais despesas entram no cômputo dos mínimos obrigatórios para saúde e educação, recalculando o impacto de emendas parlamentares e investimentos em infraestrutura nesses setores para tentar desafogar o orçamento geral.

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