Salário mínimo de R$ 1.741 vai pesar no Orçamento?
O planejamento financeiro do governo federal sente o impacto direto da alta projetada para o piso nacional em 2027, conforme apontam novos levantamentos econômicos.
Resumindo
A estimativa é que o salário mínimo chegue a R$ 1.741, gerando um acréscimo de R$ 54,6 bilhões nas despesas da Previdência e do BPC.
O estudo foi elaborado pelo economista José Alfaix, da Rio Bravo Investimentos, detalhando os reflexos nas contas públicas.
Com a mudança, os gastos combinados dos programas sobem de R$ 738,3 bilhões para impressionantes R$ 792,9 bilhões.
E o que isso muda na prática?
Na prática, o reajuste de R$ 120 afeta diretamente milhões de beneficiários atrelados ao valor do piso nacional. No Regime Geral da Previdência Social, o impacto calculado é de R$ 44,2 bilhões, elevando as despesas de R$ 597,1 bilhões para R$ 641,3 bilhões. Vale lembrar que o RGPS conta hoje com 28,3 milhões de pessoas recebendo o equivalente a um salário mínimo, o que representa 68% do total de 41,6 milhões de beneficiários. Já no Benefício de Prestação Continuada, onde todos os 6,7 milhões de cadastrados recebem o piso, a alta prevista é de R$ 10,4 bilhões, fazendo o montante saltar de R$ 141,2 bilhões para R$ 151,6 bilhões. O especialista ressalta que o levantamento segue um cenário estático com base na base atual de atendimento, incluindo o décimo terceiro salário, sem projetar novas concessões ou crescimentos populacionais. O avanço nas despesas obrigatórias acaba comprimindo o espaço fiscal disponível no Orçamento para investimentos e outras despesas discricionárias do governo.

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