Risco Brasil atinge menor patamar do governo Lula
O mercado financeiro registrou um recuo importante na percepção de risco da dívida soberana brasileira neste sábado, marcando o ponto mais baixo do atual mandato presidencial.
Resumindo
O medidor internacional conhecido como CDS de cinco anos caiu para a marca de 112 pontos-base na última cotação.
Esse número revela o custo que os investidores cobram para garantir proteção contra calotes, fixando-se bem abaixo dos patamares vistos no início de 2023.
O movimento ocorre na mesma semana em que o Banco Central reduziu a taxa básica de juros para 13,75% ao ano.
E o que isso muda na prática?
A queda do indicador significa que a percepção externa sobre a economia do país melhorou, barateando o custo da proteção da dívida para o equivalente a cerca de 1,12% ao ano. No entanto, o cenário econômico global também traz novos desafios, como a alta de juros promovida pelo Federal Reserve nos Estados Unidos e pelo Banco Central Europeu, fatores que reduzem a vantagem das taxas brasileiras para investidores estrangeiros. Paralelamente, o governo anunciou um reajuste de 15,04% nos benefícios do programa Bolsa Família, com o piso passando para R$ 691 a partir de outubro, cujos impactos fiscais já começam a ser monitorados por entidades de acompanhamento fiscal.

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