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Petrobras eleva querosene de aviação em quase 14% nesta terça

Conflito no Oriente Médio afeta a cadeia logística do setor petrolífero e encarece ainda mais o combustível dos voos em todo o país.

Quem acompanha o setor aéreo já percebeu que voar ficou mais caro e a conta continua subindo. A Petrobras colocou em prática nesta terça-feira (1º) um reajuste expressivo de 13,9%, em média, no preço do querosene de aviação (QAV) comercializado em suas refinarias espalhadas pelo território nacional.

Novos valores nas refinarias

Com a mudança tarifária, o litro do combustível que abastece as aeronaves passa a custar entre R$ 5,44 e R$ 5,70. Na prática, isso representa um acréscimo médio de R$ 0,68 por litro para as companhias distribuidoras. A alta acumulada desde o primeiro dia do ano já chega a impressionantes 53,3%, somando R$ 1,94 a mais por litro em comparação ao início de janeiro.

A culpa é do conflito externo

A justificativa apresentada pela estatal para o encarecimento repentino aponta diretamente para o cenário geopolítico internacional. De acordo com a empresa, a guerra no Oriente Médio provocou sérios entraves na logística da indústria do petróleo, desestabilizando o mercado global e repassando os custos para o refino nacional.

Parcelamento para aliviar o caixa

Para tentar amortizar o impacto financeiro imediato sobre o setor, a petroleira informou que autorizou as empresas distribuidoras a quitarem o valor do reajuste dividido em três parcelas mensais. Além disso, a companhia garantiu que o volume total de QAV solicitado pelas distribuidoras está assegurado, sem risco de desabastecimento nos aeroportos.

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