IA chega ao SUS para cuidar da pele
A rede pública de saúde brasileira ganhou uma nova tecnologia de inteligência artificial voltada para auxiliar médicos e enfermeiros na identificação de problemas dermatológicos.
Resumindo
O Ministério da Saúde se uniu ao Hospital Israelita Einstein para desenvolver a plataforma CUTIS-AI.
O sistema tecnológico analisa fotos de lesões combinadas a informações clínicas e sociais dos pacientes.
A inovação funciona até mesmo offline e já demonstra alta precisão nos testes iniciais.
E o que isso muda na prática?
Na rotina dos postos de atendimento, a novidade serve como um suporte digital para a triagem realizada pelos profissionais, sem substituir a consulta presencial. O software foi construído com base na escuta de equipes da atenção básica e consegue operar em regiões desprovidas de conexão com a internet. Atualmente, o modelo computacional já acumula testes com cerca de 1,4 mil pessoas e um banco de mais de 4 mil registros fotográficos de lesões variadas, garantindo diversidade de traços para o aprendizado de máquina. Entre as condições mapeadas pela tecnologia estão hanseníase, leishmaniose cutânea, esporotricose, cromoblastomicose, lobomicose, tuberculose cutânea e marcas provocadas por picadas de aranhas do gênero Loxosceles.

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