GWM Haval H9 chega para peitar o Toyota SW4 com preço menor
O mercado de utilitários esportivos grandes acaba de ganhar um concorrente disposto a tumultuar a ordem vigente. A GWM inseriu na briga o Haval H9, um modelo de sete lugares que aterrissa com estratégias agressivas para tentar desbancar o tradicional dominador do segmento. Enquanto o rival da Toyota oscila entre R$ 417,6 mil e pode encostar em R$ 476 mil na configuração mais cara, a novidade chinesa parte de aproximadamente R$ 329 mil.
Porte robusto e motorização a diesel
Estamos diante de um veículo de proporções generosas, ultrapassando os cinco metros de comprimento, equipado com tração 4x4 e reduzida. Fugindo da estética dos crossovers urbanos, o modelo foi desenhado para quem exige robustez e valentia fora do asfalto. Sob o capô, contrariando a tendência estrita de eletrificação da fabricante, bate um propulsor 2.4 turbodiesel capaz de entregar 184 cavalos de potência e expressivos 48,9 kgf.m de torque, gerenciados por uma transmissão automática de nove marchas.
Embora o concorrente japonês leve vantagem na potência bruta com seus 204 cv no motor 2.8 turbodiesel, o torque robusto do H9 faz toda a diferença para movimentar a carroceria pesada em situações de aclive ou pisos de baixa aderência.
Lista de equipamentos recheada
O verdadeiro argumento de venda da GWM reside na fartura tecnológica embarcada. O pacote inclui visão periférica por câmeras de 360 graus, ar-condicionado digital dividido em três zonas, assentos dianteiros com ventilação, aquecimento e ajustes elétricos, além de base para carregamento de celular por indução. A central multimídia opera sem fio com os sistemas Apple CarPlay e Android Auto, complementada por teto solar panorâmico, som premium e práticos estribos elétricos retráteis.
No quesito proteção aos ocupantes, o utilitário entrega piloto automático adaptativo, alerta de ponto cego, aviso de tráfego cruzado, assistente de faixa e frenagem autônoma de emergência.
O peso da tradição
Por dentro, o espaço cumpre o que promete para transportar famílias, acomodando até adultos na terceira fileira em trajetos curtos. Contudo, o grande desafio da marca não está na ficha técnica, mas sim na construção de reputação. A rival japonesa consolidou décadas de confiabilidade e pós-venda no país, algo que a montadora chinesa ainda precisa conquistar junto ao público que gasta cifras superiores a R$ 300 mil.

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