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Governo injeta R$ 13,5 bi em crédito para empresas nacionais

Pacote financeiro tenta amortecer impacto de tarifas dos EUA e turbulências internacionais no setor produtivo brasileiro.

O governo federal liberou um pacote de R$ 13,5 bilhões em linhas de crédito voltadas para empresas brasileiras. A medida, integrada ao Plano Brasil Soberano, foi detalhada em resolução publicada no Diário Oficial da União em 24 de julho de 2023, após um anúncio prévio feito no mesmo mês. O objetivo oficial é tentar amenizar os reflexos negativos das tarifas comerciais aplicadas pelos Estados Unidos e da instabilidade geopolítica global sobre a economia do país.

Como os bilhões serão divididos

A maior parte do montante, exatos R$ 5 bilhões, vai direto para exportadores e fornecedores que sofreram perdas com o aumento das taxas impostas pelos americanos a mercadorias brasileiras. Outros R$ 3,5 bilhões foram reservados para companhias que enviam produtos ao Golfo Pérsico, mercado atualmente sob a sombra de conflitos no Oriente Médio.

O restante do dinheiro, somando R$ 5 bilhões, foi dividido em frentes estratégicas. A produção de adubos, fertilizantes e intermediários leva R$ 2 bilhões, enquanto a cadeia de minerais críticos e estratégicos absorve mais R$ 2 bilhões. O R$ 1 bilhão restante serve para atender setores industriais considerados relevantes para o comércio exterior brasileiro.

Regras de acesso e fiscalização

Podem buscar o financiamento empresas, cooperativas e associações exportadoras de bens industriais, além de produtores dos setores de agricultura, pecuária, florestas plantadas, pesca e aquicultura, juntamente com seus respectivos fornecedores. No caso específico de minerais estratégicos, o recurso financia desde a lavra até o beneficiamento e refino.

O capital pode virar capital de giro, compra de maquinário, inovação tecnológica ou expansão produtiva. O BNDES ficou encarregado de monitorar as operações e enviar relatórios mensais ao Conselho Interministerial do Plano Brasil Soberano, que mantém a prerrogativa de remanejar os valores conforme o andamento da execução.

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