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Governo descarta mexer no mínimo e aposta em controle de gastos

Ministério da Fazenda garante que benefícios do INSS continuam atrelados ao salário mínimo e promete arcabouço fiscal ainda mais rígido.

A equipe econômica do governo federal rechaçou qualquer intenção de desvincular o salário mínimo dos repasses previdenciários e assistenciais. O tema, que costuma gerar calafrios na população e debates inflamados no mercado, foi colocado de lado pela pasta comandada por um representante da Fazenda, que garante foco total em manter as contas públicas sob rédea curta sem recorrer a medidas drásticas ou discursos fáceis.

Expectativas e regras fiscais

Durante entrevista concedida à Globo News, o representante do alto escalão econômico tratou de minimizar o pessimismo propagado por agentes financeiros. Para ele, o barulho recente em torno da dívida pública não passa de uma questão de expectativas que precisa ser gerida com transparência e firmeza nas regras já estabelecidas.

A crise que se coloca, que se quer pintar, é de expectativa, que a trajetória da dívida não acomoda nos próximos anos. Então, o que nós vamos sinalizar é a manutenção de uma regra fiscal que garante necessariamente que a despesa pública vá crescer menos do que a receita.

Diálogo aberto e ajuste contínuo

Apesar da pressão constante de economistas e representantes de instituições financeiras por cortes mais profundos, o governo prefere manter a cautela. O plano envolve apertar ainda mais o arcabouço fiscal para entregar resultados melhores ao longo do tempo, embora o ministério tenha evitado cravar números específicos para a redução no limite de crescimento real das despesas.

O diálogo é sempre muito produtivo. E ainda que a gente converse com quem pensa diferente da gente, eu, digo pela minha própria experiência, aprendo muito.

Cortes de privilégios no horizonte

A estratégia traçada pela pasta passa obrigatoriamente pela revisão de gastos obrigatórios e pela eliminação de privilégios incrustados na máquina pública. A promessa é de que, ao conter o avanço das despesas obrigatórias, o governo consiga abrir espaço no orçamento para investimentos estratégicos em produtividade, o que, em tese, ajudaria a pavimentar o caminho para a redução dos juros no país.

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