Fumaça entregou: meia tonelada de cobre recuperada em Mairiporã
Foi a fumaça que denunciou o esconderijo. Ao chegar à região apontada por uma denúncia anônima, a equipe da Polícia Civil notou uma densidade incomum saindo de um imóvel em Mairiporã, na Grande São Paulo. Dentro da chácara havia cerca de 500 quilos de fio de cobre — material que pertence a uma empresa de telefonia.
Durante a ação, quatro homens foram presos em flagrante; um adolescente acabou apreendido. Segundo a apuração policial, o endereço funcionava como ponto de beneficiamento do material roubado: os cabos eram descascados e queimados ali mesmo, para extração do metal e posterior revenda ilegal.
Além do cobre, os policiais recolheram no local cinco celulares e ferramentas de corte.
De uma carga em Franco da Rocha até a chácara
A operação não nasceu em Mairiporã. Tudo partiu de outra prisão: a de um homem flagrado em Franco da Rocha transportando carga ilegal de cabos. As investigações avançaram a partir daí e, somadas à denúncia anônima, levaram os agentes até o imóvel onde o material era processado.
Esse mesmo homem, que deu origem ao rastreamento do grupo, já acumulava um histórico extenso. Foram quatro prisões em flagrante pelo mesmo tipo de crime entre 2022 e 2024, registradas em Franco da Rocha, Santana de Parnaíba e Jundiaí.
O que dizem as acusações
Os quatro adultos detidos na chácara vão responder por três acusações: receptação, associação criminosa e corrupção de menores. A apuração ficou com a Delegacia de Polícia de Franco da Rocha, onde o caso foi registrado.
O furto de fiação de cobre é um problema recorrente na Grande São Paulo. Além do prejuízo direto às empresas donas dos cabos, a prática afeta serviços que dependem dessa infraestrutura para funcionar. Tirar meia tonelada de metal de circulação, portanto, significa cortar um volume relevante de carga que seguiria para o mercado clandestino.

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