Fim das fórmulas prontas no planejamento de bens
A corrida de famílias de alta renda para blindar seus bens diante da Reforma Tributária exige cautela redobrada para evitar prejuízos maiores do que os impostos em foco.
Resumindo
Debates recentes no Congresso Planejar 2026 destacaram que o cenário atual abrange alterações profundas na tributação de dividendos, fundos e heranças.
Especialistas apontam que estruturas padronizadas, como as holdings, deixaram de ser a solução ideal para todos os casos.
Erros na gestão do patrimônio familiar podem custar caro e até transferir bens valiosos para pessoas indesejadas em casos de divórcio.
E o que isso muda na prática?
A principal mudança está no fim das chamadas receitas prontas. Com a nova regulamentação do ITCMD, o imposto sobre heranças e doações passa a considerar o valor de mercado dos ativos em holdings, e não apenas o valor contábil das cotas. Isso eleva a base de cálculo e obriga as famílias a realizarem avaliações complexas. Além disso, decisões tomadas apenas com foco na economia fiscal podem gerar armadilhas sucessórias graves. Um exemplo citado por especialistas envolveu uma família que buscou evitar o imposto de transmissão por meio de compra e venda de cotas, mas acabou expondo metade do patrimônio ao regime de comunhão parcial de bens no casamento da filha. Portanto, o planejamento integrado — que analisa governança, liquidez, objetivos de longo prazo e maturidade dos herdeiros — tornou-se indispensável para proteger o legado familiar sem surpresas desagradáveis.

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