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Fim da escala 6x1 no Senado fica para depois das urnas

A proposta que altera a jornada semanal de trabalho ganhou nova data para votação no plenário após articulação e pedidos na Casa.

A discussão sobre o encerramento do regime de trabalho conhecido como escala 6x1 e a diminuição da carga horária semanal de 44 para 40 horas ficou para o período posterior ao pleito eleitoral. A confirmação foi feita nesta quinta-feira (3) pela presidência do Senado Federal durante uma sessão no plenário da Casa legislativa.

Apelo no plenário motivou a fala

O posicionamento da mesa diretora veio em resposta direta a uma manifestação do senador Paulo Paim (PT-RS). O parlamentar gaúcho, que cumpre seu último mandato antes de se aposentar, utilizou a tribuna para rememorar sua trajetória na vida pública e enfatizar o histórico de debates em torno dos direitos trabalhistas, incluindo a conquista da jornada de 44 horas garantida pela Constituição de 1988.

Cálculo político e falta de votos

Nos bastidores de Brasília, a movimentação política já vinha enfrentando resistência. Na quarta-feira (2), aliados do governo no Senado optaram por evitar a apreciação da matéria no plenário. A decisão foi tomada diante da incerteza sobre o apoio numérico necessário para aprovação e da forte estratégia de obstrução adotada pela bancada de oposição. Até o momento, o avanço oficial do texto havia se limitado à aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

Com o adiamento oficializado, o debate sobre as mudanças nas regras de contratação e nas horas semanais trabalhadas no país retorna à pauta legislativa somente após o encerramento do calendário eleitoral, cujos turnos estão programados para 4 de outubro e, em eventual segundo turno, para 25 de outubro.

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