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Exportações para a Europa sobem 4% mesmo com barreiras sanitárias

Vice-presidente aponta protecionismo internacional disfarçado e reforça que o país continuará buscando acordos comerciais e diálogo com os Estados Unidos.

O cenário do comércio exterior brasileiro ganhou novos contornos nesta segunda-feira, 10, durante um evento do setor produtivo. O vice-presidente da República abordou os desafios enfrentados pelo país nas vendas externas, apontando que barreiras disfarçadas de exigências sanitárias têm sido utilizadas por nações estrangeiras para frear a competitividade nacional.

Crescimento comercial e mercado europeu

Apesar das dificuldades recentes envolvendo o embargo de produtos pecuários pelo bloco europeu — imposto em 3 de setembro devido a novas regras sobre antimicrobianos —, os primeiros sessenta dias de vigência do entendimento comercial entre Mercosul e União Europeia trouxeram resultados positivos. As vendas externas brasileiras para os países europeus registraram alta de quase 4% no período.

A questão da vigilância sanitária é fundamental. Depois de 18 anos, foram revitalizados quase mil colaboradores para sermos rigorosos com a vigilância sanitária. O Brasil é hoje um país exportador de carne sem vacinação contra febre aftosa, não precisa mais de vacinação. Influenza aviária também estamos livres, tivemos um caso controlado em 28 dias. E temos que avançar mais, porque há hoje um protecionismo escondido, sobre a questão sanitária

Diálogo e relações com os Estados Unidos

As restrições impostas por potências estrangeiras também afetam o mercado norte-americano, atingindo cerca de 15% das remessas brasileiras para o exterior e impactando a indústria local. Mesmo diante deste cenário adverso, o governo federal descartou qualquer rompimento diplomático ou comercial, garantindo persistência nas conversas bilaterais para reverter as medidas.

Todo o empenho pela negociação. Não vamos sair da mesa de negociação. Vamos insistir e mostrar a injustiça

A autoridade máxima do Executivo em exercício reforçou que a gestão federal seguirá atuando com firmeza para corrigir distorções mercadológicas e assegurar o retorno pleno aos mercados afetados pelas restrições internacionais.

Não tem o menor sentido isso. Vamos trabalhar firmemente para corrigir essa distorção e voltar ao mercado americano. Hoje, afeta 15% das nossas exportações, está muito afetada a indústria.
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