Enfermeiros ganham prioridade em hospitais no Brasil
Uma nova proposta em tramitação no Congresso Nacional pretende mudar a rotina dos profissionais de saúde em território brasileiro. O Projeto de Lei 3338/26 estabelece que hospitais, clínicas e unidades de atendimento devem conceder prioridade médica e hospitalar aos trabalhadores da própria casa, englobando enfermeiros, técnicos, auxiliares e parteiras em situações de moléstias, acidentes laborais ou emergências na ativa.
Estrutura própria ou transferência obrigatória
A regra determina que o estabelecimento preste o socorro de forma imediata e integral dentro da própria unidade, desde que haja capacidade técnica para tal. Caso a estrutura local careça de leitos, equipamentos específicos ou especialistas adequados, a instituição empregadora assume a responsabilidade total pela remoção do colaborador para a rede pública ou para um hospital conveniado.
Além do custeio do transporte, o local de trabalho deve arcar financeiramente com todos os procedimentos indispensáveis até a efetivação da internação. O pacote de assistência obrigatória engloba consultas com médicos, exames de laboratório, internações de caráter urgente, distribuição de remédios e suporte psicológico ou psiquiátrico quando o quadro clínico exigir.
Proteção contra represálias e punições
Para evitar abusos por parte de chefias e gestores, o texto legal proíbe expressamente a aplicação de punições, constrangimentos ou demissões de caráter discriminatório contra o trabalhador que recorrer a esses benefícios. Em caso de descumprimento das normas estabelecidas, os estabelecimentos de saúde estarão sujeitos a sanções severas, que incluem advertências formais, aplicação de multas pecuniárias e a suspensão de incentivos públicos.
Trâmite legislativo
A proposta, apresentada por um deputado federal, aguarda a apreciação conclusiva nas comissões temáticas da Câmara dos Deputados, devendo passar pelo crivo da Comissão de Saúde e da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se transformar em lei efetiva, o texto ainda precisará ser aprovado tanto pelos deputados quanto pelo Senado Federal, gerando expectativa de maior segurança para milhares de trabalhadores da categoria em Guarulhos e em toda a Grande São Paulo.

GUARULHOS 