Dólar fecha a R$ 5,19 após declarações do Fed em Jackson Hole
O mercado financeiro fechou a última sexta-feira (28) com a moeda norte-americana em trajetória de alta. O dólar comercial encerrou o pregão cotado a R$ 5,196, registrando um acréscimo de 0,62% em relação ao dia anterior. O movimento foi impulsionado pelo pronunciamento da autoridade máxima do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, que adotou uma postura mais firme em relação ao controle inflacionário no país norte-americano.
Repercussão internacional e juros nos EUA
Durante o simpósio de Jackson Hole, o dirigente do Fed destacou que a instituição ainda precisará adotar medidas adicionais caso persistam as dúvidas sobre o retorno da inflação subjacente à meta de 2%. Essa sinalização provocou reflexos imediatos nos rendimentos dos títulos do Tesouro estadunidense e elevou as expectativas de uma possível elevação na taxa de juros americana na reunião de setembro.
Como reflexo direto dessa postura, os papéis de dois anos do Tesouro dos Estados Unidos, que costumam refletir de forma sensível as projeções para a política monetária, registraram alta superior a 0,1 ponto percentual, alcançando um rendimento de 4,35%.
Comportamento do câmbio e emprego no Brasil
No mercado interno, a divisa dos Estados Unidos manteve trajetória ascendente durante a maior sessão de negócios. Embora tenha iniciado o dia cotada a R$ 5,1581 na abertura, a moeda ganhou força ao longo da manhã e atingiu o pico de R$ 5,23, representando uma alta de 1,30% por volta das 13h18, impulsionada pelo cenário externo.
Além do cenário internacional, os indicadores do mercado de trabalho divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) também entraram no radar dos investidores. O país abriu 58.568 postos de trabalho formais no mês de julho, um resultado que ficou abaixo das previsões formuladas pelas instituições financeiras.
O desempenho do Caged acabou reforçando a leitura de que o mercado de trabalho brasileiro atravessa um momento de desaceleração. Com isso, cresceram as apostas no mercado financeiro de que o Banco Central poderá optar pela redução da Taxa Selic durante o mês de setembro.

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