Dengue: alta de até 40% na mira do governo
O Ministério da Saúde emitiu um alerta nacional nesta quarta-feira (4) indicando um crescimento que pode chegar a 40% nas ocorrências de dengue nos próximos meses, impulsionado pelos efeitos climáticos do fenômeno El Niño.
Resumindo
O Sudeste brasileiro aparece no cenário mais crítico devido ao calor intenso e às chuvas de verão, que favorecem a proliferação do mosquito transmissor.
Autoridades da pasta reforçam o apoio aos estados na vigilância epidemiológica para conter o avanço das arboviroses.
A vacinação pelo Sistema Único de Saúde segue utilizando a fórmula Qdenga, enquanto imunizantes alternativos passam por análises técnicas.
E o que isso muda na prática?
Com a projeção de que o calor e a umidade aumentem a circulação do Aedes aegypti — vetor também da chikungunya —, a recomendação é redobrar a atenção com criadouros de água parada. O cenário climático também aponta para uma expansão geográfica da doença em direção ao Sul e Centro-Oeste do país nos próximos anos, segundo dados técnicos da Fiocruz. No campo da imunização, o ministro Alexandre Padilha esclareceu que a vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan segue com aplicação suspensa temporariamente enquanto um comitê científico avalia eventos adversos notificados anteriormente. A expectativa é que o estudo seja concluído para viabilizar novos lotes no sistema público no próximo ano. Enquanto isso, o atendimento e a prevenção continuam focados no monitoramento constante dos territórios e na distribuição da vacina Qdenga, fabricada pelo laboratório japonês Takeda.

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