Criptomoedas na mira do BC
O cenário das moedas digitais ganhou um novo capítulo com as recentes determinações do Banco Central voltadas para o monitoramento de transações financeiras virtuais em território nacional.
Resumindo
A partir de 1º de outubro de 2026, movimentações de criptoativos a partir de US$ 10 mil usando carteiras autocustodiadas passam a ser reportadas ao Coaf.
Trocas de câmbio em espécie que alcancem ou superem o mesmo teto de US$ 10 mil também entram na lista de comunicação automática.
As diretrizes integram os esforços governamentais para coibir práticas ilícitas no ambiente financeiro digital.
E o que isso muda na prática?
Na rotina de quem utiliza o ecossistema cripto, a grande mudança está na forma como o governo fiscaliza carteiras autocustodiadas, que são aquelas em que o próprio usuário guarda suas chaves privadas sem intermediários institucionais. Com a nova exigência, operações de valor igual ou superior a US$ 10 mil passam pelo crivo do Conselho de Controle de Atividades Financeiras. Além disso, as empresas do setor, conhecidas como Prestadoras de Serviços de Ativos Virtuais, têm até 1º de outubro de 2026 para solicitar autorização oficial de funcionamento junto ao Banco Central, enquanto prazos adicionais de envio de dados se estendem até 1º de janeiro de 2027. O objetivo central é elevar o nível de transparência, exigir conformidade em segurança interna e mitigar riscos de lavagem de dinheiro no mercado digital brasileiro.

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