Contas públicas na mira: salário mínimo e Bolsa Família
Um estudo econômico recente revelou o peso financeiro que o reajuste do salário mínimo e do Bolsa Família trará para as contas públicas do país ao longo de doze meses.
Resumindo
A projeção aponta que a alta do piso salarial elevará as despesas da Previdência Social em R$ 54,6 bilhões em um ano.
Em paralelo, a ampliação do Bolsa Família gerará um impacto fiscal estimado em R$ 23,1 bilhões no mesmo período.
E o que isso muda na prática?
Os dados levantados dimensionam o impacto sobre os cofres federais em âmbito nacional. O reajuste previsto para o piso salarial, que passará de R$ 1.621 para R$ 1.741 em 2027, afeta diretamente aposentadorias, pensões, auxílios e o Benefício de Prestação Continuada (BPC), concentrando grande parte do volume financeiro na base de pagamentos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Já a elevação do piso do Bolsa Família, que irá de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro de 2026, representa uma recomposição inflacionária e atinge com maior intensidade a região Nordeste, que abriga quase metade das famílias beneficiadas pelo programa federal em todo o país.

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