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Câmara aprova direitos para mulheres tradicionais

Projeto visa ampliar acesso à saúde, combater violência e fomentar autonomia econômica de indígenas, quilombolas e rurais.

A Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais da Câmara dos Deputados deu o aval a um projeto de lei que estabelece garantias essenciais para mulheres de comunidades tradicionais, quilombolas e rurais em todo o território nacional. A iniciativa pretende ampliar a assistência médica, enfrentar a violência de gênero e estimular tanto a independência financeira quanto a participação política dessas cidadãs.

Saúde pública e proteção contra a violência

No âmbito sanitário, a proposta assegura atendimento universal e igualitário por meio do Sistema Único de Saúde, priorizando o cuidado sexual e reprodutivo e o parto humanizado. O plano governamental prevê estratégias para atingir áreas isoladas, utilizando unidades móveis e integrando os serviços voltados às indígenas ao respectivo subsistema de atenção.

O texto também altera a Lei Maria da Penha e a legislação sobre delegacias especializadas para ordenar a criação de centros de atendimento e unidades policiais preparadas para acolher essas mulheres, respeitando suas características geográficas e culturais.

Educação, microcrédito e representatividade

Modificações na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional inserem conteúdos sobre direitos básicos, prevenção de violência e formação política nas escolas localizadas nesses territórios. Além disso, o poder público passa a ter a obrigação de facilitar o acesso a linhas de microcrédito e capacitações profissionais que respeitem os idiomas e costumes regionais, fortalecendo a presença feminina em cargos públicos e decisões locais.

Justificativa da proposta

A matéria unifica propostas anteriores que tramitavam no Congresso, reunindo os textos dos projetos de lei 5546/23 e 4287/24. A relatora responsável pela consolidação destacou a relevância dessas populações para a biodiversidade e a segurança alimentar do país, mas apontou um cenário alarmante de abandono estatal.

permanecem submetidas a vulnerabilidades decorrentes da insuficiência de serviços públicos e das diversas manifestações de violência

Próximos passos legislativos

Para que as novas regras avancem e possam virar lei, a proposta ainda precisa tramitar em caráter conclusivo por mais duas instâncias no Congresso Nacional: a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Somente após essa etapa o texto poderá ser votado no plenário da Câmara e seguir para apreciação no Senado Federal.

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