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Aluguel em SP tem queda histórica na inadimplência e chega a 2,58%

Levantamento mostra recuo nos atrasos paulistas em julho, superando as médias do Sudeste e do restante do país, embora juros e inflação ainda preocupem.

O mercado de locação imobiliária no estado de São Paulo registrou em julho o menor patamar de atrasos desde que o acompanhamento estatístico do setor teve início, no final de 2023. A taxa de inadimplência paulista recuou para 2,58%, superando com folga o desempenho verificado na média nacional, que ficou em 3,05%, e também o índice registrado na Região Sudeste, que marcou 2,78%.

Para se ter uma ideia da melhora nos números estaduais, o indicador havia fechado o mês de junho em 2,82%. Ao comparar com o mesmo período do ano anterior, quando a taxa marcava 3,29%, fica evidente a consistência na diminuição das falhas de pagamento ao longo dos últimos meses.

Bolsos apertados e o peso do custo de vida

Apesar do alívio estatístico na folha dos inquilinos, analistas do setor apontam que o cenário macroeconômico ainda cobra o seu preço. A pressão exercida pela inflação sobre os gastos cotidianos das famílias, somada ao patamar elevado das taxas de juros, continua exigindo cautela rigorosa na administração do orçamento doméstico.

O levantamento detalha ainda o comportamento dos calotes conforme a faixa de preço e a categoria do imóvel. Locações de menor valor continuam liderando o ranking de problemas: nos espaços comerciais de até R$ 1.000, o índice de atraso chega a preocupantes 7,27%. Já entre as moradias populares dessa mesma faixa de preço, a taxa de inadimplência bate em 5,99%.

O perfil dos atrasos por região e tipo de imóvel

Analisando a média da Região Sudeste, os imóveis voltados para o comércio continuam encabeçando a lista de calotes com 3,82%, ficando à frente das casas, que registram 3,11%, e dos apartamentos, que apresentam o menor volume de problemas, com 2,01%.

Em contrapartida, o mercado mostra maior pontualidade justamente nas locações de médio e alto padrão. A menor taxa de inadimplência de todo o levantamento foi identificada em imóveis residenciais com aluguéis estipulados entre R$ 2 mil e R$ 5 mil mensais, alcançando apenas 1,74%.

No panorama nacional, a Região Sul detém o título de menor índice de calotes do país, com 2,67% em julho. No outro extremo, o Nordeste lidera negativamente com 4,88% de inadimplência, seguido pelo Norte, com 4,04%, e pelo Centro-Oeste, que marcou 2,80%.

No balanço acumulado do primeiro semestre de 2026, a taxa média de atrasos no aluguel paulista fechou em 2,93%, resultado inferior ao verificado tanto no primeiro quanto no segundo semestre do ano passado. Os números oficiais são provenientes do Índice de Inadimplência Locatícia Superlógica.

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