Sarampo avança em SP e Ministério da Saúde convoca Guarulhos
O território paulista registrou um salto preocupante nos diagnósticos de sarampo, atingindo a marca de 23 confirmações oficiais informadas pela Secretaria Estadual da Saúde. O avanço repentino inclui sete novas infecções diagnosticadas na capital em um intervalo inferior a sete dias. Para efeito de comparação, todo o ano anterior contabilizou apenas duas ocorrências em solo paulista, evidenciando o retorno repentino da enfermidade.
Perfil dos infectados e alerta para a imunização
Do total diagnosticado, duas ocorrências são classificadas como importadas, enquanto as demais ligam-se a processos de importação, embora a origem exata da transmissão ainda permaneça indefinida pelas autoridades sanitárias. O dado mais alarmante recae sobre a imunização: 16 pessoas acometidas não possuíam histórico vacinal ou estavam com o esquema incompleto. Diante da circulação ativa da patologia nas cidades de São Paulo, São Bernardo do Campo e Guarulhos, o Ministério da Saúde determinou a recomendação da vacina para toda a faixa etária de 6 meses a 59 anos nestes municípios, abrangendo inclusive quem já recebeu o imunizante anteriormente.
Distribuição de doses e esquema de proteção
Como medida de contenção, a Secretaria Estadual da Saúde despachou na tarde de quinta-feira (6) um lote de 150 mil novas doses da vacina tríplice viral para a capital e outras 80 mil unidades para São Bernardo do Campo, assegurando que todas as cidades estão devidamente abastecidas com o material preventivo.
Bebês na faixa etária de 6 meses a 11 meses e 29 dias residentes nas três localidades devem obrigatoriamente receber a chamada dose zero, que funciona de forma complementar e não substitui os registros previstos no Calendário Nacional de Vacinação. O esquema padrão estipula a primeira aplicação aos 12 meses com a tríplice viral e a segunda aos 15 meses com a tetraviral. Indivíduos entre 1 e 29 anos precisam comprovar duas aplicações da tríplice, enquanto adultos de 30 a 59 anos devem portar ao menos uma dose, regra que também se aplica integralmente aos profissionais de saúde.
Riscos e sintomas da enfermidade
Transmitida pelo ar através de tosses, espirros, falas ou respiração, a infecção respiratória provoca manifestações clínicas como febre alta, exantemas vermelhos pela pele, conjuntivite, coriza, mal-estar geral e tosse seca. A medicina não dispõe de tratamento específico para combater o vírus, limitando a atuação médica ao alívio dos sintomas. O perigo de complicações graves — como pneumonia, infecções auditivas, encefalite e óbito — concentra-se em menores de 5 anos, especialmente bebês com menos de um ano, e em pessoas imunodeprimidas.
O imunizante é seguro, composto por vírus vivo atenuado e distribuído gratuitamente em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBSs) dos 645 municípios paulistas. Contudo, gestantes, imunossuprimidos e bebês com menos de 6 meses não devem tomar a vacina. Pessoas com histórico de alergia a componentes da fórmula ou reações adversas anteriores devem buscar orientação médica prévia nos postos de atendimento.

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