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Prata inédita coloca o Brasil no topo da canoagem mundial

Dupla nacional brilha na Alemanha e garante pódio histórico sem a presença de Isaquias Queiroz, enquanto paracanoagem soma mais medalhas.

A modalidade de canoagem de velocidade do país alcançou um patamar inédito no cenário internacional. Durante o Campeonato Mundial de Canoagem de Velocidade de 2023, realizado no final de agosto em Duisburg, na Alemanha, uma dupla nacional escreveu seu nome na história da modalidade ao cravar a segunda colocação na categoria C2 500m.

Desempenho histórico e marca sem precedentes

Os atletas cruzaram a linha de chegada marcando o tempo de 1min39s81, protagonizando uma exibição memorável na raia alemã. A distância para a primeira colocação foi mínima, ficando apenas 58 centésimos atrás dos vencedores da disputa, os competidores independentes Zakhar Petrov e Ivan Shtyl, que fecharam o percurso em 1min39s23.

Além de representar o primeiro pódio mundial sênior para a parceria, o resultado carrega um peso estatístico considerável para o esporte nacional. Pela primeira vez na história, o país subiu ao pódio em um Mundial de canoagem velocidade de forma independente, ou seja, sem a participação do multicampeão Isaquias Queiroz. O próprio Isaquias já havia garantido o ouro no C1 500m no dia anterior, embalando a delegação.

Paracanoagem forte e fechamento no top 10

A campanha brasileira na Alemanha não se limitou à categoria olímpica convencional. A equipe de paracanoagem também teve um desempenho impressionante, acumulando mais seis medalhas para o país, divididas em quatro pratas e dois bronzes, o que evidenciou a consolidação da nação entre as principais potências da modalidade.

Entre os destaques da paracanoagem, um atleta conhecido como Cowboy abriu o dia de conquistas ao faturar o vice-campeonato mundial no KL2M200m, registrando 42s79 e ficando a míseros três centésimos do ouro, que ficou com o australiano Curtis McGrath, com 42s76.

Logo na sequência, a delegação vibrou com uma dobradinha na prova KL3M200m. Um competidor garantiu a prata com o tempo de 39s91, enquanto o companheiro de equipe levou o bronze marcando 40s68. O lugar mais alto do pódio ficou com o representante da Geórgia, que completou em 39s82.

Com esse volume expressivo de pódios, o Brasil fechou a participação geral do Campeonato Mundial de 2023 na sétima colocação no quadro de medalhas, somando um ouro, cinco pratas e dois bronzes. O resultado coroa a evolução do esporte, gerando orgulho inclusive para os entusiastas da modalidade na região de Guarulhos e em toda a Grande São Paulo.

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