Perus de SC com Newcastle: Natal tá garantido?
Três focos da doença de Newcastle em granjas comerciais de perus no Oeste de Santa Catarina agitaram o mercado avícola nacional neste mês.
Resumindo
O Ministério da Agricultura confirmou as ocorrências em municípios vizinhos que concentram grande parte da produção catarinense.
A situação exigiu o sacrifício de milhares de aves e gerou barreiras comerciais por parte de países importadores.
Apesar do impacto na cadeia produtiva, analistas garantem que a oferta de carne para as festas natalinas está assegurada.
E o que isso muda na prática?
Na prática, o impacto recai de forma mais imediata sobre as operações da MBRF e as exportações do setor, já que propriedades fornecedoras da empresa foram atingidas. O primeiro caso foi confirmado em 18 de outubro em Nova Itaberaba, seguido por registros em Coronel Freitas em 24 de outubro e em Nova Erechim em 27 de outubro. Com isso, mais de 48 mil aves foram envolvidas nas medidas de contenção sanitária. O Ministério da Agricultura decretou emergência zoossanitária por 60 dias na região, determinando o controle rigoroso no trânsito de animais, despovoamento das granjas afetadas e desinfecção total dos locais. Contudo, especialistas do mercado explicam que o planejamento para o Natal ocorre com bastante antecedência e que boa parte dos produtos festivos já passou pelo abate e está devidamente armazenada. Enquanto as investigações continuam para rastrear a origem do vírus, a biosseguridade segue como a principal ferramenta de proteção para evitar novas ocorrências nas granjas do país.

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