O desafio das metas de saneamento
Um novo levantamento aponta que o caminho para a universalização do saneamento no Brasil exige superar barreiras estruturais e garantir a atratividade de novos leilões de infraestrutura.
Resumindo
Apenas sete unidades federativas devem alcançar a universalização total dos serviços de esgoto até 2033, segundo dados da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base.
No caso da água potável, a perspectiva aponta para 15 estados dentro da mesma meta no prazo estipulado pelo marco legal.
Especialistas destacam que os leilões recentes têm enfrentado dificuldades de atrair interessados, exigindo ajustes nos modelos de concessão.
E o que isso muda na prática?
As projeções indicam que, apesar de poucos estados cumprirem a meta de forma integral, a proporção de pessoas beneficiadas será alta, alcançando 80% para esgoto e 95% para água em 2033, já que as regiões mais populosas estão incluídas nos planos de universalização. O avanço depende diretamente da execução de obras contratadas e do sucesso de licitações futuras, que atualmente esbarram em desafios de mercado, como taxas de juros elevadas e a necessidade de maior segurança jurídica nos editais.
Apetite existe. Os operadores têm estudado. Agora, precisam digerir o que têm hoje em operação.

GUARULHOS 