IA nos trilhos reduz falhas na Grande SP
A inteligência artificial aplicada nas linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda trouxe uma queda de 30% nas falhas graves da rede aérea na Grande São Paulo.
Resumindo
O sistema inteligente instalado em setembro de 2025 utiliza câmeras e sensores para detectar problemas na infraestrutura antes que causem transtornos aos passageiros.
A inovação gerou ganhos operacionais estimados em R$ 900 mil no primeiro ano, além de uma economia de R$ 650 mil especificamente na manutenção de pantógrafos.
Os dados oficiais foram divulgados pela concessionária responsável pelo transporte metropolitano sobre trilhos na capital e região metropolitana.
E o que isso muda na prática?
Na rotina dos trens, a tecnologia batizada de Pandas-V funciona diretamente no teto da composição Alpha 14, que circula de forma alternada entre a Linha 8-Diamante ligando Júlio Prestes a Amador Bueno e a Linha 9-Esmeralda conectando Osasco ao extremo sul paulista. O sistema captura imagens e sons dia e noite, identificando variações nos fios, componentes soltos, arcos elétricos e até a proximidade de galhos e árvores. Com geolocalização e envio de vídeos detalhados, a ferramenta orienta a manutenção preditiva sem depender apenas de rondas presenciais. "Com a inteligência artificial, conseguimos identificar possíveis falhas com mais detalhamento e direcionar nossas equipes para os pontos que precisam de avaliação, sem depender exclusivamente de inspeções presenciais para localizar as anormalidades. Esse recurso amplia nossa capacidade de antecipação e contribui para uma manutenção mais eficiente, especialmente diante de fatores como chuvas e variações de temperatura, que podem afetar as condições da infraestrutura", afirma Michelangelo do Carmo Andrade, gerente de manutenção de rede aérea dos ramais.

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