Guia prático para as Eleições 2026: saiba a ordem correta dos votos
A preparação para o pleito exige atenção redobrada dos eleitores para evitar filas e garantir a agilidade na seção eleitoral. Nas Eleições 2026, agendadas para o dia 4 de outubro para o primeiro turno, mais de 158 milhões de eleitores em todo o país, sendo 34 milhões somente no estado de São Paulo, precisarão registrar seis votos em uma ordem específica. Organizar os números em um papel antes de sair de casa deixou de ser apenas uma dica e virou uma necessidade para quem não quer travar a fila da seção.
A sequência exata dos cargos na urna
O processo de votação segue uma ordem rígida que começa pelo Legislativo e termina no Executivo. O eleitor votará primeiro para deputado federal, que exige 4 dígitos na urna eletrônica. Em seguida, escolhe o deputado estadual, com 5 números. O terceiro e o quarto votos são para senador, divididos em primeira e segunda vaga, exigindo 3 dígitos cada. Por fim, a urna solicita os votos para governador e para presidente da República, ambos com 2 dígitos.
Para auxiliar o cidadão, a urna eletrônica contará com uma barra de progresso na parte superior da tela, indicando quais etapas já foram concluídas e quais ainda faltam. O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo disponibiliza um modelo de cola eleitoral para download e impressão, estruturado exatamente na mesma sequência em que os cargos aparecerão para votação.
Regras rígidas para o Senado e uso de tecnologia
A votação para o Senado exige atenção especial porque há duas vagas em disputa e o voto é obrigatório para dois candidatos diferentes. Caso o eleitor digite o mesmo número nas duas opções, a urna anulará automaticamente o segundo voto. Vale lembrar que a disputa segue o sistema majoritário, elegendo diretamente os dois mais votados de São Paulo, sem segundo turno. O pleito de 2026 renova dois terços do Senado, totalizando 54 das 81 cadeiras, devido ao mandato de oito anos dos parlamentares.
Quem quiser treinar antes do dia 4 de outubro pode utilizar o simulador de votação do Tribunal Superior Eleitoral, acessível por celular ou computador. A ferramenta reproduz a experiência completa com candidatos fictícios e permite testar recursos de acessibilidade. Contudo, é fundamental lembrar que o uso de celulares, câmeras ou filmadoras é estritamente proibido dentro da cabina de votação, conforme o artigo 23 da Resolução TSE nº 23.759/2026. O aparelho só pode ser usado na entrada para apresentar o e-Título ou documentos digitais aos mesários, devendo ser guardado no local indicado antes de o eleitor digitar seus votos.
A cola eleitoral em papel continua sendo a melhor aliada para levar os números corretos para a cabine, garantindo rapidez e segurança no processo democrático.

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