Gás natural ganha sintonia fina
O mercado brasileiro de gás natural vive um momento de forte articulação entre o governo federal e os órgãos reguladores para destravar a concorrência no setor.
Resumindo
As diretrizes federais e as ações da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis caminham juntas, sem sobreposições de papéis institucionais.
O planejamento estratégico ganhou tração após a aprovação do Conselho Nacional de Política Energética no ano passado, focando na abertura do mercado.
Entre as principais frentes estão a revisão de tarifas e a ampliação do acesso às redes de escoamento e processamento do combustível.
E o que isso muda na prática?
Na prática, as discussões giram em torno do chamado gas release, um mecanismo previsto na Lei do Gás de 2021 que busca diminuir a concentração na oferta primária do insumo. A ideia central é injetar mais competitividade no setor para, no fim da linha, beneficiar o consumidor final com melhores condições. O tema, contudo, gera debates intensos no mercado e enfrenta resistência da Petrobras, que detém fatia expressiva da oferta. Durante um evento promovido pela própria agência nesta terça-feira (29), o secretário de petróleo, gás natural e biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, Renato Dutra, reforçou que o alinhamento institucional é resultado de extensas rodadas de conversas com diversos agentes econômicos que possuem interesses variados na cadeia energética nacional.
O que me alegra é ver que ambos os trabalhos estão avançando de maneira alinhada.

GUARULHOS 