Fallen Tear: bela arte, mas excesso de sistemas
O novo jogo Fallen Tear: The Ascension mistura ideias de RPG com o estilo metroidvania, entregando um visual deslumbrante, mas tropeçando em escolhas de design e excesso de burocracia.
Resumindo
Desenvolvido por um estúdio filipino com forte raiz em animação, o título impressiona logo de cara pela direção de arte colorida e caprichada.
No entanto, a tentativa de criar um mapa gigantesco com a escala de um JRPG resultou em distâncias enormes que prejudicam o ritmo da aventura e o desenvolvimento da narrativa.
Além disso, o jogo acumula tantas camadas de mecânicas e sistemas interdependentes que a progressão acaba travada por tarefas repetitivas.
E o que isso muda na prática?
Na prática, quem curte games independentes encontra um projeto ambicioso que pecou na execução. O elenco de dezenas de personagens que podem acompanhar o protagonista Hira funciona mais como atalhos para golpes especiais do que como participantes reais da história. Sistemas como o uso de cristais Korr para pagar melhorias de vínculo e viagens rápidas acabam gerando tarefas cansativas, conhecidas na cultura gamer como grind. O resultado é um mundo lindo de se ver, mas que cansa o jogador pelo excesso de elementos vazios e regras desnecessárias.

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