Estado registra 30 casos de sarampo e Guarulhos tem dose extra
O território paulista contabilizou trinta confirmações de sarampo ao longo de 2026, após a inclusão de mais dois diagnósticos apontados pela Secretaria de Estado da Saúde. Os episódios mais recentes atingiram crianças com menos de dois anos residentes na capital, com notificação oficializada em agosto. Do total acumulado em solo estadual, vinte e sete ocorrências estão concentradas na cidade de São Paulo, duas em São Bernardo do Campo e uma em Guarulhos. A pasta estadual destacou que em vinte e dois casos os pacientes não possuíam imunização prévia ou estavam com o esquema vacinal incompleto.
Esquema de imunização e dose zero
Diante da avanço dos registros, o governo reforça a necessidade de conferir a caderneta e buscar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde para regularizar eventuais pendências. A vacina tríplice viral é distribuída sem custo nas unidades da rede pública. Para a população em geral, o fluxo obedece a critérios específicos por faixa etária: bebês de 12 meses recebem a primeira dose, enquanto a segunda é aplicada aos 15 meses. Pessoas entre 15 meses e 29 anos devem somar duas doses registradas com intervalo mínimo de trinta dias. O grupo de 30 a 59 anos precisa apresentar ao menos uma dose, e os profissionais de saúde devem totalizar duas aplicações, independentemente da idade.
Além do calendário regular, bebês com idade entre seis meses e 11 meses e 29 dias que moram em Guarulhos, São Paulo ou São Bernardo do Campo devem tomar a chamada dose zero. Trata-se de uma aplicação complementar que não substitui as doses previstas para o primeiro ano de vida, exigindo que a criança retorne aos 12 e aos 15 meses para os reforços normais.
Restrições, sintomas e campanha oficial
A aplicação da tríplice viral não é recomendada para gestantes e pode sofrer restrições em indivíduos com defesas imunológicas comprometidas, como pacientes em quimioterapia ou uso de imunossupressores. O sarampo é altamente contagioso e manifesta sintomas como febre alta, exantema cutâneo, tosse, coriza, conjuntivite e prostração intensa. A propagação ocorre por meio de gotículas expelidas ao tossir, espirrar ou respirar, gerando riscos de complicações severas a exemplo de pneumonia e otite.
Para tentar conter o avanço do vírus, o Governo de São Paulo executa a campanha com o mote "A melhor prevenção é a vacinação", promovida em conjunto pela Secretaria de Comunicação e pela Secretaria de Estado da Saúde por meio de diferentes canais de mídia.
A melhor prevenção é a vacinação

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