Contas dos remédios emagrecedores no SUS geram debate
A discussão sobre a distribuição pública de canetas para emagrecimento mexe com o mercado e levanta dúvidas sobre a viabilidade econômica da medida.
Resumindo
O governo avalia incluir medicamentos da classe GLP-1 na rede pública para grupos específicos de pacientes.
Grandes redes de farmácias devem sentir reflexos limitados em seus negócios caso o programa avance.
E o que isso muda na prática?
Um estudo recente aponta que o principal entrave para a oferta dessas medicações é equilibrar o atendimento clínico com o orçamento federal disponível. O levantamento indica que um modelo amplo custaria bilhões de reais anualmente, ultrapassando margens significativas do orçamento previsto para a saúde pública nos próximos anos. Por outro lado, critérios rígidos de elegibilidade poderiam restringir o acesso a uma pequena parcela dos usuários habituais desses produtos no país. Com isso, os impactos para o varejo farmacêutico seriam modestos, sem alterar a trajetória de crescimento de longo prazo das principais empresas do setor, que continuam apostando em novas moléculas e na demanda estrutural da população.

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