Caixa azul: setembro fecha positivo para o governo
O balanço financeiro da administração federal registrou um saldo positivo considerável no nono mês do ano, revertendo o cenário negativo anterior com o auxílio de entradas extraordinárias e alta na arrecadação.
Resumindo
O Tesouro Nacional divulgou nesta quinta-feira que o resultado primário ficou positivo em R$ 4,8 bilhões.
Esse montante representa uma guinada em relação ao saldo negativo de R$ 14,4 bilhões contabilizado no mesmo período do ano passado.
A receita líquida avançou 13,6% acima da inflação, enquanto os gastos federais subiram em um ritmo bem mais modesto, de 2,4%.
E o que isso muda na prática?
Na ponta do lápis, o avanço nas finanças públicas foi puxado principalmente pelos ganhos com a exploração de petróleo, pela arrecadação turbinada do Imposto de Renda e pela recuperação de recursos de precatórios cancelados que retornaram aos cofres da União. Do lado dos gastos, houve um aumento nos créditos extraordinários direcionados a subvenções de combustíveis devido aos reflexos econômicos de conflitos internacionais, além de reajustes nos pagamentos previdenciários. Mesmo com o respiro de setembro, o acumulado de janeiro a setembro ainda aponta para um déficit primário de R$ 90,2 bilhões, mostrando que o desafio fiscal do país continua no radar.

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