Cartilha alerta sobre avanço da miopia infantil pelo uso de telas
O excesso de tempo diante de telas digitais tem cobrado um preço alto da visão das novas gerações, empurrando mais crianças e adolescentes para quadros de miopia precoce. Para tentar conter essa onda, a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica e o Conselho Brasileiro de Oftalmologia uniram forças para colocar na praça um material educativo voltado a frear o problema.
Guia prático para famílias e escolas
Batizada de 'Mais Tempo ao Ar Livre, Mais Saúde para los Olhos', a publicação foi apresentada oficialmente em 11 de setembro, durante o 70º Congresso Brasileiro de Oftalmologia, realizado na cidade de Salvador. O conteúdo informativo foi desenhado para circular entre pais, responsáveis, professores e gestores das secretarias de Saúde e de Educação por todo o território nacional.
Luz solar e corte drástico nas telas
Entre as recomendações básicas trazidas pelo documento, destaca-se a necessidade de garantir que os menores passem pelo menos duas horas diárias envolvidos em atividades externas, como caminhadas, esportes e brincadeiras sob a luz natural. Os especialistas apontam que a claridade do sol funciona como um escudo protetor contra o avanço do distúrbio visual, ajudando a esvaziar o tempo ocioso trancado dentro de casa com eletrônicos.
Limites por faixa etária
A cartilha também estabelece um cronograma rígido de restrição de aparelhos eletrônicos conforme a idade. Bebês com menos de 2 anos devem passar longe de qualquer tela. Para a faixa de 2 a 5 anos, o teto é de até uma hora diária. Já para crianças entre 5 e 10 anos, o limite sobe para duas horas. Por fim, o grupo de 10 a 18 anos pode usar os dispositivos por até três horas por dia.
Além disso, o material orienta sobre a importância de realizar pausas programadas durante tarefas que exigem esforço visual de perto, assegurar uma distância segura dos monitores e garantir o uso de proteção contra raios solares.
Atendimento prático na Bahia
Aproveitando a mesma ocasião do evento médico na capital baiana, a 5ª edição do Projeto Pequenos Olhares CBO aproveitou para prestar atendimento direto à população local. Foram contabilizadas cerca de 1 mil crianças e adolescentes beneficiados com exames diagnósticos completos, consultas oftalmológicas especializadas e a entrega de óculos de grau sem nenhum custo.

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