Brasil vai gastar mais de R$ 1 bi em supercomputador de IA
O Governo Federal deu o pontapé inicial para a instalação de um novo supercomputador voltado para inteligência artificial no Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo, que fica vinculado à Universidade Federal do Rio Grande do Norte, em Macaíba. O equipamento tem custo avaliado em mais de R$ 1 bilhão e o edital de aquisição será publicado em breve. A verba para bancar a estrutura vem do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.
Capacidade recorde e gestão técnica
A máquina promete uma entrega absurda de 7.200 petaflops, o equivalente a cerca de 7,2 quintilhões de operações matemáticas por segundo. Para efeito de comparação com o cenário atual, o supercomputador Santos Dumont, considerado o mais potente do Brasil hoje e localizado no Rio de Janeiro, opera com meros 27 petaflops. O Laboratório Nacional de Computação Científica vai comandar a execução e a gestão de toda essa capacidade computacional.
O acesso a essa estrutura monstruosa será liberado para empresas, universidades, governos e instituições científicas. A ideia é viabilizar pesquisas avançadas e treinamentos de modelos complexos de inteligência artificial.
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Contrapartidas e investimentos paralelos
A escolha do território potiguar levou em conta a redução de desigualdades regionais e a fartura de energia renovável na região, já que o estado lidera na produção de energia eólica. O contrato de compra exige transferência de tecnologia, fomento ao conteúdo nacional, participação de fornecedores locais e a capacitação de aproximadamente cinco mil brasileiros ao longo de cinco anos.
O projeto faz parte do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial. Outras frentes incluem o desenvolvimento de chips de arquitetura aberta RISC-V em cooperação com cerca de 70 países, liderado pelo Instituto Eldorado em Campinas, São Paulo, com prazo de 10 a 15 anos. Além disso, há uma parceria no Rio de Janeiro com as empresas chinesas Huawei e Iflytek via Rede Nacional de Ensino e Pesquisa.
O governo também planeja lançar um modelo de linguagem nacional em português, com investimento público estimado em R$ 1,276 bilhão espalhado por cinco anos, tendo o início das operações cravado para julho de 2027.

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