De olho no congelador: Anvisa barra picolé e suplemento
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária barrou a circulação de um picolé funcional e de um suplemento proteico em todo o território nacional por falta de aval técnico sobre os ingredientes.
Resumindo
O picolé da marca Bentô Gelatos foi retirado das prateleiras por misturar substâncias que não contam com liberação para esse formato de alimento.
Já o suplemento proteico da Equaliv caiu na malha fina da autarquia devido à presença de uma proteína de fava que ainda não passou pelos testes exigidos de segurança alimentar.
Além disso, a fiscalização identificou anúncios com promessas terapêuticas irregulares associadas aos itens.
E o que motivou essa decisão na prática?
A medida drástica adotada pelo órgão federal atinge tanto a fabricação quanto a venda, distribuição e propaganda dos dois produtos em questão. No caso do picolé Bentô Gelatos Magnésio + Inositol Relief 3.0, fabricado pela ABB Gelateria Ltda, o problema foi a inclusão de melatonina e inositol, compostos permitidos apenas em suplementos ou líquidos prontos específicos, mas vedados para gelados comestíveis. Quanto ao suplemento Body Strong Protein sabor cacau, produzido pela Althaia S.A Indústria Farmacêutica, o entrave técnico envolveu o uso do peptistrong, uma proteína de fava hidrolisada sem avaliação de segurança validada para essa categoria. Para piorar a situação perante os fiscais, as campanhas publicitárias de divulgação prometiam benefícios terapêuticos indevidos, como a prevenção de sarcopenia e suporte nutricional para usuários de canetas emagrecedoras à base de GLP-1, o que acelerou a proibição total das atividades com os produtos.

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