Agosto Indígena leva Lei 11.645 e cinema à rede municipal
Agosto virou mês de estudo sobre os povos originários nas escolas municipais de Guarulhos. Ao longo da semana, a Secretaria de Educação concentrou uma sequência de atividades de formação dentro do programa “Agosto Indígena”, mirando primeiro quem está diante da turma todos os dias: o professor da rede.
A meta é dupla. De um lado, capacitar os educadores. De outro, fazer com que a história, a identidade e a valorização dos povos originários cheguem de forma mais aprofundada aos alunos das escolas da cidade.
Roda de conversa no Adamastor
O Centro Municipal de Educação Adamastor recebeu uma roda de conversa que juntou educadoras e a equipe do Departamento de Orientações Educacionais e Pedagógicos, o DOEP. Em pauta, o cumprimento da Lei Federal 11.645/2008 — a norma que tornou obrigatório o ensino de história e cultura indígena em toda a Educação Básica.
Participou do encontro a professora indígena Edna Gama do Nascimento, da etnia Tupinambá, que leciona na EPG Marfilha Belotti. Estiveram lá também as professoras Vanessa Dias e Zely Rocha, premiadas por “Caixa do Brincar”, projeto de educação infantil.
A EJA foi ao cinema
A formação não parou nos encontros pedagógicos com educadores. Estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) de duas escolas municipais, a Dr. José Maurício de Oliveira e a Crispiniano Soares, foram ao CineSESC Guarulhos para uma sessão gratuita.
Na tela, “A Queda do Céu”, documentário sobre a luta do povo Yanomami e sobre a preservação da Floresta Amazônica. A escolha conecta o conteúdo trabalhado em sala a um tema que segue no centro do debate público — e leva essa discussão a turmas que reúnem estudantes de idades e trajetórias bem diferentes entre si.
Juntas, as duas frentes desenham o formato do programa: qualificar o repertório de quem ensina e ampliar o contato dos estudantes com a história dos povos originários, dentro e fora da sala de aula.

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